Entre Ciência e Sensibilidade: a consulta que transforma cuidado em confiança
Entrar no consultório da médica Aracelli Bianchesi, localizado na Clínica Gestare, em Nova Mutum, é experimentar uma consulta que mistura ciência, escuta atenta e didática acolhedora. Com quase 14 anos de formada em Medicina e cerca de 7 anos dedicados à Dermatologia, a doutora fala com a segurança de quem domina a técnica e com a leveza de quem aprendeu a traduzir termos médicos complexos em explicações que ensinam o paciente sobre os cuidados dermatológicos.

“Eu me apaixonei pela dermatologia. A dermatologia foi um encontro com o meu chamado, com a minha missão. Hoje me dedico tanto à dermatologia clínica — das doenças da pele — quanto à estética e procedimentos estéticos”, conta.
Essa paixão se revela na forma como conduz cada consulta: com atenção aos detalhes, olhar clínico preciso e a serenidade de quem sabe que, muitas vezes, o diagnóstico precoce começa com uma conversa bem conduzida.
O alerta que pode salvar vidas
Quando o assunto é câncer de pele, a médica assume um tom firme, mas nunca alarmista. Ela ensina, explica e orienta. “Qualquer pintinha que começa a modificar, crescer, mudar de cor, ter bordas irregulares ou não cicatrizar precisa ser avaliada”, afirma, citando a regra do ABCD — assimetria, bordas, cor e diâmetro. Mas faz um alerta importante: nem sempre o problema está na lesão que incomoda o paciente.
“Às vezes, o paciente vem à consulta para que eu possa avaliar uma lesão que ele observou e eu encontro outra, ou outras, de maior importância clínica, como os carcinomas ou o melanoma.”
Com o auxílio da dermatoscopia, exame feito com aparelho específico que amplia e revela estruturas invisíveis a olho nu, a Dra. Aracelli consegue diferenciar lesões benignas de lesões malignas, reduzindo cirurgias desnecessárias e aumentando a precisão no diagnóstico.
Toda lesão retirada é enviada para biópsia. “A análise do material através da biópsia é para a segurança no diagnóstico, tanto para o paciente quanto para o médico. O resultado nos direciona para a conduta clínica a ser tomada em seguida.”
O sol de hoje não é o único culpado
O dano solar, segundo a Dra. Aracelli, é cumulativo. “A lesão que aparece hoje na nossa pele começou a se formar 20 ou 30 anos atrás. Muitas vezes na infância.”
Ela explica que as queimaduras solares da juventude são tão perigosas quanto a exposição contínua ao sol ao longo da vida. “Essas exposições intensas, que levam a queimaduras solares, são extremamente perigosas, pois geram dano ao DNA das células. Quando esses danos se somam ao longo dos anos, aumentam o risco de envelhecimento cutâneo e câncer de pele.”
A médica compara o uso do protetor solar a hábitos fundamentais da infância. “Ensinamos os nossos filhos a escovar os dentes e outros hábitos de higiene. O cuidado com a pele precisa ser ensinado da mesma forma.”
Peles mais claras, segundo ela, exigem ainda mais atenção. “A melanina é o pigmento produzido pelos melanócitos, que dá coloração à nossa pele e nos protege contra a radiação ultravioleta. Quanto menos melanina, menos proteção natural contra a radiação.”
Quando encaminhar para o oncologista?
A Dra. Aracelli explica que essa decisão depende do tipo, da localização e da extensão da lesão. “Carcinomas pequenos podem ser excisados em consultório e enviados para o anatomopatológico; desde que as margens estejam livres na biópsia, geralmente nenhum outro tratamento se faz necessário. Já os melanomas sempre exigem acompanhamento especializado.”
Ela ensina um conceito curioso e prático: o “patinho feio” que surge na pele. “Quando o paciente tem várias pintas parecidas e surge uma diferente, que se destaca das outras, aquela é a que merece mais atenção.”
Beleza com identidade
Se na parte clínica Aracelli é precisa, na estética ela é ainda mais cuidadosa. Seu conceito não é transformar, é harmonizar. “Hoje falamos em gerenciamento do envelhecimento. Não esperamos a face desabar ou se encher de rugas para depois corrigir. A prevenção é sempre o melhor e mais sensato caminho.”

A doutora relata que, em sua consulta, inicialmente é feito um plano de tratamento, seguido de um planejamento técnico individualizado. Ela ressalta que normalmente prefere trabalhar com bioestimuladores de colágeno antes de pensar em volumização. “Os bioestimuladores não volumizam. Eles estimulam seu próprio organismo a produzir colágeno. Eu opto por tratar a flacidez e reposicionar a pele primeiro, para depois preencher pontualmente, apenas onde necessário.”

Preenchimentos, quando indicados, são escolhidos de acordo com a região. “Cada produto tem uma característica reológica diferente. Um preenchedor para o nariz precisa ser mais firme. Para os lábios, mais moldável. Não são todos iguais.”
A Dra. Aracelli é categórica quanto ao excesso. “O paciente não necessita ser transformado. Ele precisa recuperar a autoestima e gostar do que vê no espelho. E o médico é quem detém o conhecimento técnico profundo para isso, sem causar exageros. Eu conduzo os tratamentos e oriento sobre a melhor forma, tornando os resultados harmônicos e elegantes.”
Emagrecimento, flacidez e queda de cabelo
Com o aumento do uso de medicamentos para emagrecimento, a procura por tratamentos dermatológicos cresceu. A médica explica que a perda de gordura não é seletiva. “A gordura facial também vai embora. E como ela sustenta toda a estrutura profunda da pele, o rosto pode desabar.” Por isso, recomenda que os tratamentos estéticos sejam iniciados antes mesmo do processo de emagrecimento.

A queda de cabelo também se tornou uma queixa frequente. “O organismo entende que necessita poupar energia e funções que considera menos essenciais, como a manutenção e o crescimento dos cabelos, acabam não sendo uma prioridade. Acontece, então, uma perda abrupta de fios, denominada eflúvio telógeno.”
Ela explica que o eflúvio telógeno pode se somar a alopecias já existentes, agravando o quadro. O tratamento envolve avaliação nutricional, reposição de vitaminas e, quando necessário, terapias capilares e via oral, usando medicamentos específicos para aumentar a fase de crescimento e diminuir a de queda. “Não é só bloquear a queda. Faz-se necessário estimular o crescimento e tratar causas associadas.”
Mais do que procedimentos
Ao final da consulta, fica claro que o diferencial da Dra. Aracelli não está apenas nos produtos mais modernos ou nas técnicas atualizadas. Está na forma como ela conduz o paciente. Ela planeja, divide etapas, ensina e explica cada decisão.

“O médico precisa expor seu conhecimento técnico e planejamento para o paciente, e o paciente, por sua vez, precisa entender o tratamento que está sendo proposto. Quando ele entende, ele confia. E quando confia e permite ao médico tomar as decisões, o resultado é mais leve, mais natural e mais harmônico.”
Na prática, sua medicina é o equilíbrio entre prevenção e intervenção, entre ciência e estética, entre firmeza técnica e sensibilidade humana. Uma consulta que não termina na maca — continua no espelho, na autoestima e na tranquilidade de saber que saúde e beleza podem, sim, caminhar juntas.
Dra Aracelli Bianchesi
CRM 7546/MT
Médica
Pós-graduada em Dermatologia Clínica e Estética Médica